Concerto de Solidão
Este concerto
Desafinado
De cordas bambas
Desamparado
Já não executa
Tua harmonia
Este concerto
Sem maestria
Feito de pranto
E covardia
Não ressoa
Tua canção
Neste concerto
De solidão
Em que és adágio de desilusão
Já não mereces ser conveniência
E não ser refrão
Vou consertar
Cada movimento
E te tocar
Um novo concerto
Com o silêncio
Com a verdade
Neste concerto
De solidão
Em que és adágio de desilusão
Já não mereces ser conveniência
E não ser refrão
Troque as cordas
Silencie o ruído
De um passado
Que não se afinou
Muda tuas horas
Traça um sentido...
Deixa o adágio ir embora
Que no teu compasso estou
Neste concerto
De solidão
Em que és adágio de desilusão
Já não mereces ser conveniência
E não ser refrão.
Concierto de Soledad
Este concierto
Desafinado
De cuerdas flojas
Desamparado
Ya no ejecuta
Tu armonía
Este concierto
Sin maestría
Hecho de llanto
Y cobardía
No resuena
Tu canción
En este concierto
De soledad
En el que eres adagio de desilusión
Ya no mereces ser conveniencia
Y no ser estribillo
Voy a arreglar
Cada movimiento
Y te tocaré
Un nuevo concierto
Con el silencio
Con la verdad
En este concierto
De soledad
En el que eres adagio de desilusión
Ya no mereces ser conveniencia
Y no ser estribillo
Cambia las cuerdas
Silencia el ruido
De un pasado
Que no se afinó
Cambia tus horas
Traza un sentido...
Deja que el adagio se vaya
Que en tu compás estoy
En este concierto
De soledad
En el que eres adagio de desilusión
Ya no mereces ser conveniencia
Y no ser estribillo.
Escrita por: Andressa Nunes