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Del lado de adentro

Ângela Carlos

Do lado de dentro

Abre essa porta, que direito você tem de me privar
Desse castelo que eu contruí pra te guardar de todo mal,
Desse universo que eu desenhei pra nós... pra nós
Abre essa porta, não se faz da morta, diz o que é que foi
Já que eu armei tudo pra ti, já que eu cerquei tudo ao redor
Abre essa porta, vai por favor,
que eu sou teu homem... vil
que eu sou teu homem... vil

Cala esta boca que isso coisa pouca perto do que passei
Eu que lavei os seus lençóis sujos de tantas outras paixões,
Que ignorei as outras muitas, muitas
Vai, depois liga, diz pra sua irmã passar que eu vou mandar
Tudo que seu que tem aqui, tudo que eu não quero guardar
Que é pra esquecer de uma só vez
Que este castelo só me prendeu, viu?
Mas o universo hoje se expandiu
E aqui de dentro a porta se abriu.

Del lado de adentro

Abre esa puerta, ¿qué derecho tienes de privarme
De este castillo que construí para protegerte de todo mal,
De este universo que diseñé para nosotros... para nosotros
Abre esa puerta, no te hagas la muerta, di qué pasó
Ya que preparé todo para ti, ya que rodeé todo alrededor
Abre esa puerta, por favor,
que soy tu hombre... vil
que soy tu hombre... vil

Cállate la boca, eso es poca cosa comparado con lo que pasé
Yo que lavé tus sábanas sucias de tantas otras pasiones,
Que ignoré las muchas otras, muchas
Ve, luego llama, dile a tu hermana que pase que le enviaré
Todo lo tuyo que está aquí, todo lo que no quiero guardar
Para olvidar de una vez
Que este castillo solo me atrapó, ¿ves?
Pero el universo hoy se expandió
Y desde adentro la puerta se abrió.

Escrita por: Marcelo Camelo