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Oh, Bossa

Angelo Gonzalez

Bossa

Mil novecentos e cinquenta e nove
E o filme da minerva vêm ai
Já tô vestido de mazzaropi
Jogador na boemia ao som do bandolim
Meu amigo Pedro não acredita
Que a garota de Ipanema sorriu pra mim
E, ai meu Deus, como eu fiquei molhado
São as águas de março que estão por aqui

Passei a tarde em itapuã
Falando de amor
Com a minha bossa
Que não é tão nova
Mas ninguém te perguntou

Com água-azul de amarelina
Eu anuncio aquarela do Brasil
E os olhos verdes da mulata
Me embriagaram com o veneno mais gentil
E a velha roupa colorida
Já não me serve como um dia me serviu
E o trem das cores do Caetano
Ta maia lotado que o expresso do Gilberto Gil

Passei a tarde em itapuã
Falando de amor
Com a minha bossa
Que não é tão nova
Mas ninguém te perguntou

Oh, Bossa

Mil novecientos cincuenta y nueve
Y la película minera está llegando
Ya estoy vestido de mazzaropi
Jugador en bohemia al sonido de la mandolina
Mi amigo Pedro no cree
Que la chica de Ipanema me sonrió
Y, oh, Dios mío, qué mojado me puse
Son las aguas de marzo las que están por aquí

Pasé la tarde en Itapuã
Hablando de amor
Con mi joroba
Eso no es tan joven
Pero nadie te preguntó

Con agua-azul amarillento
Anuncio acuarela de Brasil
Y los ojos verdes del mulato
Me emborrachan con el veneno más amable
Y el viejo atuendo colorido
Ya no me sirves como una vez me sirves
Y el tren de colores de Caetano
Ta maya lleno de gente que el expreso de Gilberto Gil

Pasé la tarde en Itapuã
Hablando de amor
Con mi joroba
Eso no es tan joven
Pero nadie te preguntó

Escrita por: Angelo Gabriel de Figueiredo Gonzalez