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O Teatro Mágico

Anjos do Acaso

Senhoras e senhores, escutem com atenção
O sentimento cíclico que expõe a confusão
Novos nomes técnicos para a mesma ilusão
Admirável público, novo, da nova revolução

As ideias velhas mixadas em nova versão
O grito da mídia que dominava você
Não te fez de irmão, não te fez de escravo
Só lhe obrigou a sentar e gostar calado

Só lhe envolveu em camadas, mas não afastado
Boa noite, plateia, bom dia, parceiros
Sobe e desce em picos verdes, vermelhos
Uma salva de palmas para a enganação

Ódio e amor deram as mãos
Somaram os sonhos, dividiu o coração
O grito da mídia que dominava você
Não te fez de irmão, não te fez de escravo

Só lhe obrigou a sentar e gostar calado
Só lhe envolveu em camadas, mas não afastado
Nunca saberá onde estão, porque vieram
Se vão ou não vão, se seguiram algum caminho

Ou se o caminho é a ilusão
O olhar crítico da sua visão foi calado
Por indecisão
Se te disseram com tanta certeza

Que esse mundo é da realeza
E lutamos sem delicadeza, dia após dia
Anos depois, aceito, agora é verdade
Ele sempre foi

O grito da mídia que dominava você
Não te fez de irmão, não te fez de escravo
Só lhe obrigou a sentar e gostar calado
Só lhe envolveu em camadas, mas não afastado

Membros do júri, o teatro é mágico
O jogo não é sujo, é a regra, é pacto
E se fez alianças para tentar virar a mesa
Sentem-se de novo, repensem com clareza

A equação não fecha, não há sinais novos
A constante é única e ela é singular
A alma não abre, o espírito se esvai
Nós rendemos agora, os planos eram reais

O grito da mídia que dominava você
Não te fez de irmão, não te fez de escravo
Só lhe obrigou a sentar e gostar calado
Só lhe envolveu em camadas, mas não afastado

A equação não fecha, não há sinais novos
Membros do júri, o teatro é mágico
Lutamos sem delicadeza, dia após dia
Mas o fim realmente é trágico

O grito da mídia, da mídia, fomenta você

Escrita por: Paulo Ernanne De Andrade / Paulinho Andrade