O Amor
O amor de tão errante
Vira lince e já tem asas
Vira ave e já é rápido
Oculto recolhe lanças
Agudas lanças
Que o homem esconde
Em chuva santa
Tudo é lampejo
Iluminação
Tudo é dor, excesso
Milagre lágrima
Tudo é vinho
E envolve Deus
Tudo é claro
E da noite precisa
Tudo é breve
Longínquo
Ruínas da alma
Procissões de véus
Tesouros de nada
Pálpebras que se cerram
Fendas que não tardam, quebram
Absorvem e partem
Quando é Sol, quando é calmo
Quase topázio
El Amor
El amor, tan errante
Se convierte en lince y ya tiene alas
Se convierte en ave y ya es rápido
Oculto recoge lanzas
Afiladas lanzas
Que el hombre esconde
En lluvia santa
Todo es destello
Iluminación
Todo es dolor, exceso
Milagro lágrima
Todo es vino
Y envuelve a Dios
Todo es claro
Y de la noche necesita
Todo es breve
Lejano
Ruinas del alma
Procesiones de velos
Tesoros de nada
Párpados que se cierran
Hendiduras que no tardan, se rompen
Absorben y parten
Cuando es Sol, cuando es calmado
Casi topacio
Escrita por: Antonio Ronaldo, Marise Castro