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Juliana

Antônio Adolfo

Juliana

Num fim de tarde, meio de dezembro
Ainda me lembro e posso até contar
O sol caia dentro do horizonte
Juliana viu o amor chegar

A lua nova perto da ribeira
Trançava esteiras sobre os araças
Entrando em relva seu corpo moreno
Juliana viu o amor chegar

Botão de rosa perfumosa e linda
tão menina ainda a desabrochar
Pelos canteiros do amor primeiro
foi chegada a hora do seu despertar

E a poesia então fez moradia
na roseira vida que se abria em par
Entre suspiros junto à ribeira
Juliana viu o amor chegar

E Juliana então se fez mulher
E Juliana viu o amor chegar

Botão de rosa perfumosa e linda
tão menina ainda a desabrochar
Pelos canteiros do amor primeiro
foi chegada a hora do seu despertar

E a poesia então fez moradia
na roseira vida que se abria em par
Entre suspiros junto à ribeira
Juliana viu o amor chegar

E Juliana então se fez mulher
E Juliana viu o amor chegar
E Juliana então se fez mulher
E Juliana viu o amor chegar

Juliana

In a late afternoon, middle of December
I still remember and can even tell
The sun was setting into the horizon
Juliana saw love arrive

The new moon near the riverbank
Weaving mats over the araçás
Entering the grass, her dark body
Juliana saw love arrive

Fragrant and beautiful rosebud
Still such a young girl blossoming
Through the flowerbeds of first love
the time had come for her awakening

And poetry then found a home
in the rosebush life that was opening in pairs
Among sighs by the riverbank
Juliana saw love arrive

And Juliana then became a woman
And Juliana saw love arrive

Fragrant and beautiful rosebud
Still such a young girl blossoming
Through the flowerbeds of first love
the time had come for her awakening

And poetry then found a home
in the rosebush life that was opening in pairs
Among sighs by the riverbank
Juliana saw love arrive

And Juliana then became a woman
And Juliana saw love arrive
And Juliana then became a woman
And Juliana saw love arrive

Escrita por: Antonio Adolfo / Tiberio Gaspar