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Vivo donde no vive nadie, pero sambio donde tú también sambas

Antonio Carlos

Moro Onde Não Mora Ninguém, mas Sambo Onde Você Samba Também

Oi boa noite pra quem é de boa noite
Do céu de "bambas" caem notas musicais
Chora a viola além do infinito
Musicando meu destino em melodias triunfais
Difícil foi o início... Ôôô
Muito sacrifício pra me sustentar
O acorde me chamou, tornei-me um cantador
Fiz meu povo um pouquinho mais feliz
"Me leva" nesse chão... Samba, forró, baião
"Joia" rara desse meu país
Sucesso nacional, estilo sensual
"Todas as formas" da minha raiz

Linda "menina dos cabelos longos"
Que me fez sonhar (bis)
"Casinha branca do alto da serra"
Foi o aconchego onde eu fui morar

"Deixa eu te amar" ô iaiá
Ainda vou dizer a você
Que a vida de um homem não é só "iê-iê-iê"
O "forró em cachoeira" desagua em "Ilê-Ayê"
"Tô por cima ou tô por baixo"
Um terno, um par de sapatos
Fiz do samba a "minha cachaça"
Fui na ginga da mulata, caprichei na poesia
Levei ao mundo arte, fé e alegria
Vai-se o tempo, a saudade
"Nunca vi coisa mais bela"
O meu "jeito de felicidade"
É o meu encanto, é a Portela
Sou Agepê (eu sou), "moro onde não mora ninguém"
Mas sambo onde você samba também
Obrigado por cada canção
Ninguém calará nosso barracão!

Olha seu moço, venha cantar
O imaginário popular
Sou Sambario e peço respeito (bis)
O surdo que bate no peito
Me faz levantar

Vivo donde no vive nadie, pero sambio donde tú también sambas

Hola buenas noches para aquellos que son de buenas noches
Del cielo de 'bambas' caen notas musicales
Llora la guitarra más allá del infinito
Musicalizando mi destino en melodías triunfales
Fue difícil el comienzo... Ôôô
Mucho sacrificio para mantenerme
El acorde me llamó, me convertí en un cantor
Hice un poco más feliz a mi gente
'Llévame' en este suelo... Samba, forró, baião
Rara joya de mi país
Éxito nacional, estilo sensual
'Todas las formas' de mis raíces

Hermosa 'niña de cabellos largos'
Que me hizo soñar (bis)
'Casita blanca en lo alto de la sierra'
Fue el refugio donde fui a vivir

'Déjame amarte' ô iaiá
Todavía te diré a ti
Que la vida de un hombre no es solo 'iê-iê-iê'
El 'forró en cascada' desemboca en 'Ilê-Ayê'
'Estoy arriba o estoy abajo'
Un traje, un par de zapatos
Hice del samba mi 'trago'
Fui en la gracia de la mulata, me esmeré en la poesía
Llevé al mundo arte, fe y alegría
Se va el tiempo, la nostalgia
'Nunca vi cosa más bella'
Mi 'forma de felicidad'
Es mi encanto, es la Portela
Soy Agepê (yo soy), 'vivo donde no vive nadie'
Pero sambio donde tú sambas también
Gracias por cada canción
¡Nadie callará nuestro barracón!

Mira señor, ven a cantar
El imaginario popular
Soy Sambario y pido respeto (bis)
El bombo que golpea en el pecho
Me hace levantar

Escrita por: Luiz Henrique, Samuel Santos, Matheus Araujo, Marujo, Ailson Renan, Juan Cernadas, Murilo Sousa, Mário Caselli