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Recuerdos de la infancia

Antonio Gringo

Tempos de Guri

Tenho saudade do meu tempo de guri
Quando cedinho eu saía pra escola
De calça curta, pé no chão e bem faceiro
Do lado esquerdo pendurado uma sacola

E dentro dela meus livros para estudar
E um bonezinho para poder jogar bola
E na saída com minha namoradinha
Pela estrada eu voltava bem pachola

Tenho saudade das tardes ensolaradas
Ir para o campo jogar com meus amiguinhos
E nos domingos um ir pra casa do outro
Fazer bodoque pra caçar os passarinhos

Tenho saudade de armar uma arapuca
No arvoredo pra caçar o João-barreiro
Ver um lagarto melando uma lechiguana
No pé de embira lá no fundo do potreiro

Tenho saudade de buscar água na fonte
Para o meu velho preparar o chimarrão
Montar em pêlo no meu petiço bragado
Buscar as vacas de noitinha pro galpão

Infelizmente tudo ficou tão distante
Porque hoje eu vivo no entrevero da cidade
Só resta agora com os meus cabelos brancos
Ir recordando pra não morrer de saudade

Recuerdos de la infancia

Extraño mi época de niño
Cuando temprano salía a la escuela
Con pantalones cortos, descalzo y muy contento
Con una bolsa colgada a la izquierda

Y dentro de ella mis libros para estudiar
Y una gorrita para poder jugar fútbol
Y al salir con mi novia
Por el camino regresaba muy relajado

Extraño las tardes soleadas
Ir al campo a jugar con mis amiguitos
Y los domingos ir a la casa del otro
Hacer una honda para cazar pajaritos

Extraño armar una trampa
En el bosque para cazar al Juan-barreiro
Ver un lagarto cazando una lechiguana
En el árbol de embira allá al fondo del potrero

Extraño ir a buscar agua en la fuente
Para que mi viejo prepare el mate
Montar a pelo en mi caballo bayo
Ir a buscar las vacas por la noche al galpón

Lamentablemente todo quedó tan lejano
Porque hoy vivo en el ajetreo de la ciudad
Solo me queda ahora con mis cabellos blancos
Recordar para no morir de nostalgia

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