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Corazón Americano

Antônio Marcos

Coração Americano

Meu coração vadio
Dantes nunca navegado
No atlântico ancorado
É pacífico demais

Num dia americano
Como estouro de boiada
Meu coração de nada
Quis américa do sul

Que leviano!
O meu peito americano
Quiere hablar castellano
Ser daqui e ser de lá

Mas de repente
Alguém toca o telefone
Ouço a voz, gosto do nome
Deixo tudo e vou pro mar

O rio é de janeiro
Fevereiro e carnaval
Com o Cristo ao natural
Que é pacífico demais

Então, mais um cigarro
No meu carro em Ipanema
Vejo a moça do poema
Eu mais eu e nada mais

Que desatino
A viola abandonada
Minha mão tão asfaltada
Não consegue violar

E um sonho novo
De passar as cordilheiras
Vai virar velhas olheiras
Se acordado eu esperar.

Corazón Americano

Mi corazón vagabundo
Antes nunca navegado
En el Atlántico anclado
Es demasiado pacífico

En un día americano
Como estampida de ganado
Mi corazón de nada
Quiso América del Sur

¡Qué ligero!
Mi pecho americano
Quiere hablar castellano
Ser de aquí y ser de allá

Pero de repente
Alguien llama por teléfono
Escucho la voz, me gusta el nombre
Dejo todo y voy al mar

El río es de Janeiro
Febrero y carnaval
Con el Cristo al natural
Que es demasiado pacífico

Entonces, otro cigarrillo
En mi auto en Ipanema
Veo a la chica del poema
Yo más yo y nada más

¡Qué locura!
La guitarra abandonada
Mi mano tan asfaltada
No puede tocar

Y un nuevo sueño
De cruzar la cordillera
Se convertirá en ojeras viejas
Si despierto espero.

Escrita por: Antonio Marcos / Fagner