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Por quem os blocos cantam

Antonio Nóbrega

No sábado de Zé Pereira
O galo da madrugada
Abre os portões e ergue a bandeira
Pra festa tão desejada
E com a beleza dos mascarados
Pierrots molhados e arlequins
Desfilam condes e baronesas
Enchendo as mesas dos botequins

Chega a terça-feira fatal
Ninguém esperava o sonho acabar
Mas pra delírio geral
O apito se fez escutar

Sons dolentes de um bandolim
Banjos, flautas e violões
Voz de uma ternura sem fim
Do bloco das ilusões

Escrita por: Getúlio Cavalcanti