Voltaste
Voltaste novamente pro subúrbio
Vai haver muito distúrbio
Vai fechar o botequim
Voltaste
E o despeito te acompanha
E te guia na campanha
Que tu fazes contra mim
O guarda que apitava ressonando
Anda alerta envergando
O seu capote de lã
Voltaste
Para fabricar defunto
Para fornecer assunto
Aos diários da manhã
Voltaste
Novamente sem dinheiro
Tapeando o açougueiro
Que não tem golpe de vista
Voltaste
Com um cão valente
Que só tiras da corrente
Quando chega o prestamista
Voltaste
Para mostrar ao nosso povo
Que não há nada de novo
Lá no centro da cidade
Voltaste
Demonstrando claramente
Que o subúrbio é ambiente
Que completa a liberdade
Voltaste
Mas falhou o teu projeto
Não te dou o meu afeto
Quando eu quero
Eu sou ruim
Voltaste
Confessando sem vaidade
Que a sua liberdade
É viver bem preso a mim
Regresaste
Regresaste nuevamente al suburbio
Habrá mucho alboroto
Van a cerrar el bar
Regresaste
Y la envidia te acompaña
Y te guía en la campaña
Que haces en mi contra
El guardia que silbaba resonando
Anda alerta luciendo
Su capote de lana
Regresaste
Para fabricar difuntos
Para proveer tema
A los diarios de la mañana
Regresaste
Otra vez sin dinero
Engañando al carnicero
Que no tiene vista
Regresaste
Con un perro valiente
Que solo sueltas de la correa
Cuando llega el prestamista
Regresaste
Para mostrar a nuestro pueblo
Que no hay nada nuevo
En el centro de la ciudad
Regresaste
Demostrando claramente
Que el suburbio es un ambiente
Que completa la libertad
Regresaste
Pero falló tu proyecto
No te doy mi afecto
Cuando quiero
Soy mala
Regresaste
Confesando sin vanidad
Que tu libertad
Es vivir bien preso a mí
Escrita por: Noel Rosa / Oswaldo Gogliano