Andaluz (Andarilhos Invisíveis)
Acordam bem mais cedo sem segredo
A tarde já não tem mais tarde
A noite acendem seu destino
Há fumaça e flores nos cachimbos
Não cabem invisíveis no sistema
Largados desde cedo teorema
Sem beijos ou abraços de carinho
Aprenderam a viver sozinhos
Estão em todo lado encurralados
Andam pelo mundo frio escuro
Estão no cemitério entre os vivos
Sem bandeira e agora sem partido
Andaluz, andarilhos
Andaluz, andarilhos
Não têm nada e partem o que têm
Onde come um comem mais de cem
Precisam de tão pouco satisfeitos
Na cena eles são sempre são suspeitos
A miséria afastou sua lucidez
Na rua não existe estupidez
Serviçal da mente e pensamento
Fecham os olhos ilusão lamento
Hoje é o reflexo do amanhã
Ontem o passado imperfeito
E pro futuro ter uma cara nova
Temos que fazer melhor agora
Andaluz, andarilhos
Andaluz, andarilhos
Andaluz (Caminantes Invisibles)
Se despiertan mucho antes sin secreto
La tarde ya no tiene más tarde
La noche enciende su destino
Hay humo y flores en las pipas
No encajan invisibles en el sistema
Abandonados desde temprano teorema
Sin besos ni abrazos de cariño
Aprendieron a vivir solos
Están en todas partes acorralados
Andan por el mundo frío y oscuro
Están en el cementerio entre los vivos
Sin bandera y ahora sin partido
Andaluz, caminantes
Andaluz, caminantes
No tienen nada y comparten lo que tienen
Donde come uno comen más de cien
Necesitan tan poco para estar satisfechos
En la escena siempre son sospechosos
La miseria alejó su lucidez
En la calle no hay estupidez
Sirvientes de la mente y el pensamiento
Cierran los ojos ilusión lamento
Hoy es el reflejo del mañana
Ayer el pasado imperfecto
Y para el futuro tener una cara nueva
Tenemos que hacerlo mejor ahora
Andaluz, caminantes
Andaluz, caminantes