Salina
Eu tentei tanto não te chamar meu amor
Eu me cantei só pra te mostrar quem eu sou
E você com sua risada tão felina
Abriu a boca pra me chamar de menina
Eu insisti que não queria, não podia
Até contei só funciono bem de dia
Mas você me convenceu do universo
Que isso aqui é expansão, não retrocesso
Só que essa sede não passa, é esse gole feito faca
Eu mastiguei meu coração, engoli tudo
E aprendi fazer sorriso de outro mundo
E você me perguntando se eu podia
Abrir as pernas para a tua simpatia
Eu deixei você entrar, fique à vontade
Te mostrei a sala, o quarto, a cidade
Mas me perdi no labirinto do teu gosto
E já não sei o que é o certo e o oposto
Só que essa sede não passa, é esse gole feito faca
É pedra de sal, é pedra de sal
Que seca a boca
Salina
Intenté tanto no llamarte mi amor
Me canté solo para mostrarte quién soy
Y tú con tu risa tan felina
Abriste la boca para llamarme niña
Insistí en que no quería, no podía
Incluso dije que solo funciono bien de día
Pero me convenciste del universo
Que esto es expansión, no retroceso
Pero esta sed no se va, es como un trago como cuchillo
Masticé mi corazón, me lo tragué todo
Y aprendí a sonreír de otro mundo
Y tú preguntándome si podía
Abrir las piernas a tu simpatía
Te dejé entrar, siéntete como en casa
Te mostré la sala, el cuarto, la ciudad
Pero me perdí en el laberinto de tu gusto
Y ya no sé qué es lo correcto y lo opuesto
Pero esta sed no se va, es como un trago como cuchillo
Es piedra de sal, es piedra de sal
Que seca la boca
Escrita por: Natália Santana