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Berrante Negro

Aritana e Índia Porã

Berrante Preto

No tempo que fui mocinho
Conheci o Brasil inteiro
Eu fui conhecer São Paulo
Depois o Rio de Janeiro

Do Rio eu segui viagem
Para o estado mineiro
E fui para uma fazenda
Trabalhar de boiadeiro

Eu levei a minha traia
E o meu cachorro campeiro
No estado de Mato Grosso
Trabalhava de ponteiro

Eu tenho um berrante preto
Que custou muito dinheiro
Eu pedi por encomenda
Do Chiquinho Pantaneiro

Assim levo a minha vida
Casado com uma china
Toco o carro na banguela
Dando toque na buzina

Eu jogo a marcha no carro
Quando a ladeira termina
Olhando sempre do lado
Vou seguindo a minha sina

Berrante Negro

En la época en que era joven
Conocí todo Brasil
Fui a São Paulo
Luego a Río de Janeiro

De Río seguí viaje
Hacia el estado de Minas Gerais
Y fui a una hacienda
A trabajar de vaquero

Llevé mi equipo
Y mi perro campesino
En el estado de Mato Grosso
Trabajaba de guía

Tengo un berrante negro
Que costó mucho dinero
Lo pedí por encargo
A Chiquinho Pantaneiro

Así llevo mi vida
Casado con una mujer
Pongo el auto en punto muerto
Dando toques a la bocina

Pongo la marcha en el auto
Cuando la cuesta termina
Mirando siempre hacia un lado
Sigo mi destino

Escrita por: Ozias Miranda dos Santos / Aritana