Óbitos
Eles não pegam em armas
Só em canetas e papéis
Mas matam mais com suas leis
Que atiradores cruéis
Estatutos de escorpiões
Despachos de cascavéis
Cobertos de suas razões
Dos cabedais até o pés
Óbitos óbitos óbitos
Cada vez mais
Óbitos óbitos óbitos
Nunca é demais
Assinam assassinatos
E deliberam as guerras
Exercem os seus mandatos
Alimentando misérias
Lágrimas lágrimas lágrimas
Cada vez mais
Lágrimas lágrimas lágrimas
Nos funerais
Muertes
Ellos no toman armas
Solo plumas y papeles
Pero matan más con sus leyes
Que los tiradores crueles
Estatutos de escorpiones
Despachos de serpientes cascabel
Cubiertos de sus razones
De la cabeza a los pies
Muertes muertes muertes
Cada vez más
Muertes muertes muertes
Nunca es suficiente
Firman asesinatos
Y deciden guerras
Ejercen sus mandatos
Alimentando miserias
Lágrimas lágrimas lágrimas
Cada vez más
Lágrimas lágrimas lágrimas
En los funerales
Escrita por: Arnaldo Antunes / Péricles Cavalcanti