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Noticiero de las Seis

Arqué

Jornal Das Seis

Procure entender que na solidão há
Uma vida que passa em vão
Perdido em um vasto mar
De mágoas

Faça de mim o seu espelho
E me veja toda manhã
Num desapego
De corpo e alma

Nessa cidade
Não me encontro mais
E essa saudade
Que não é capaz de ver

O brilho dos seus olhos
No anoitecer
Se isso é ser humano
Eu prefiro não ser

Não há porquê explicar o medo
Lhe peço a razão
Vindo numa curva fechada
Na contra mão

Como vai você?
E tudo o que se desfez?
Me mande notícias
Pelo jornal das seis

Nessa cidade
Não me encontro mais
E essa saudade
Que não é capaz de ver

O brilho dos seus olhos
No anoitecer
Se isso é ser humano
Eu prefiro não ser

Noticiero de las Seis

Intenta comprender que en la soledad
Hay una vida que pasa en vano
Perdido en un vasto mar
De penas

Haz de mí tu espejo
Y mírame cada mañana
En un desapego
De cuerpo y alma

En esta ciudad
Ya no me encuentro
Y esta añoranza
Que no puede ver

El brillo de tus ojos
En el anochecer
Si eso es ser humano
Prefiero no ser

No hay razón para explicar el miedo
Te pido la razón
Viniendo en una curva cerrada
En sentido contrario

¿Cómo estás?
¿Y todo lo que se deshizo?
Envíame noticias
Por el noticiero de las seis

En esta ciudad
Ya no me encuentro
Y esta añoranza
Que no puede ver

El brillo de tus ojos
En el anochecer
Si eso es ser humano
Prefiero no ser

Escrita por: João Pedro Carvalho