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Perdidos en las Estrellas

Arrigo Barnabé

Perdidos Nas Estrelas

Vi lá em cima no céu brilhando
Mas de uma lua não estou na terra
Nenhuma nuvem ninguém na nave
Vênus ou Marte aonde estou

Nessa solidão selvagem e silenciosa
Clima carregado de suspeitas
Eu espreitava aguardava a hora exata
De voltar pro meu planeta
Súbito clarão veio de cima num susto
Num átimo imprimiu uma mensagem
Numa pedra um relâmpago elétrico

Depois de ler e reler o texto escrito
Constatei aflito ser um ultimato um veredicto
Abandone as esperanças
Tudo por aqui é teia de aranha, seu mosquito
Você profanou a minha carne
Com essa geringonça estúpida daqui não sairás

Pois agora aqui será teu paradeiro
Pesadelo purgatório teu inferno
Paraíso nunca

Perdidos en las Estrellas

Vi allá arriba en el cielo brillando
Pero más de una luna, no estoy en la tierra
Sin nube alguna, nadie en la nave
¿Venus o Marte, dónde estoy?

En esta soledad salvaje y silenciosa
Un clima cargado de sospechas
Acechaba, esperaba el momento exacto
Para regresar a mi planeta
Un repentino destello vino desde arriba, asustándome
En un instante imprimió un mensaje
En una piedra, un relámpago eléctrico

Después de leer y releer el texto escrito
Constaté angustiado que era un ultimátum, un veredicto
Abandona las esperanzas
Todo aquí es una telaraña, mosquito
Profanaste mi carne
Con este estúpido artefacto, no saldrás de aquí

Porque ahora este será tu paradero
Pesadilla, purgatorio, tu infierno
Paraíso, nunca

Escrita por: Arrigo Barnabé / Itamar Assumpção