395px

Marzo

Arthur Matos

Março

Só hoje comecei a olhar
Para minhas cortinas manchadas
Do suor de quem eu nem me lembro mais
Nem quando esteve aqui

Mês que vem eu começo a pagar
Todas as minhas penitências
Sinto muito ter de deixar
Meus sapatos na sua porta outra vez

Mesmo que lá fora onde a chuva
Pode roubar minha atenção
A sua espera meu momento permanece aqui

Vê na mão o vento chegar
Não tranque a porta, deixe-me entrar
Mas só depois que na chuva eu ficar

Só hoje comecei a olhar
Todas as minhas penitências
Do suor de quem eu nem me lembro mais
Sinto muito ter de deixar

Marzo

Hoy recién comencé a mirar
Mis cortinas manchadas
Con el sudor de alguien que ni siquiera recuerdo
Ni cuándo estuvo aquí

El mes que viene empezaré a pagar
Todas mis penitencias
Lamento tener que dejar
Mis zapatos en tu puerta otra vez

Aunque afuera donde la lluvia
Puede robar mi atención
Tu espera mi momento permanece aquí

Siente en la mano el viento llegar
No cierres la puerta, déjame entrar
Pero solo después de quedar bajo la lluvia

Hoy recién comencé a mirar
Todas mis penitencias
Con el sudor de alguien que ni siquiera recuerdo
Lamento tener que dejar

Escrita por: Arthur Matos