Ninguém
Eu sou o rei ninguém
Trago minha terra de ninguém
No bolso
Com passaporte estrangeiro viajo
De mar em mar
Água teus azuis
Teus negros olhos
Sem cor
Meu pseudônimo
Ninguém
É legítimo
Ninguém suspeita
Que eu seja um rei
E no bolso traga
Minha terra apátrida
Nadie
Soy el rey nadie
Traigo mi tierra de nadie
En el bolsillo
Con pasaporte extranjero viajo
De mar en mar
Agua tus azules
Tus negros ojos
Sin color
Mi seudónimo
Nadie
Es legítimo
Nadie sospecha
Que sea un rey
Y en el bolsillo traiga
Mi tierra apátrida
Escrita por: Arthur Nogueira / Erick Monteiro Moraes