No Morro / Eh! Eh! / Boneca De Piche
Venho danado com meus calo quente
Todo enforcado no meus colarinho
Venho empurrado por toda essa gente (Eh! Eh!)
Pra vê meu benzinho
Pra vê meu benzinho
Nego tu veio quase num arranco
Cheio de dedo dentro dessas luva
Tem o ditado diz: nego de branco (Eh! Eh!)
É sina de chuva!
É sina de chuva
Da cor do azeviche, da jabuticaba
Boneca de piche, sou eu que te acaba
Tu é preto em meu gosto ninguém me discuta
Mas há muito branco que gosta da fruta
Ai, ai, ai, ai
Tem português assim nas minhas águas
Que culpa eu tenho de sê boa mulata?
Nego se tu burrece as minhas mágoas (Eh! Eh!)
Eu te dou a lata!
Eu te dou a lata!
Não me farseia ó muié canaia
Se tu me engana vai havê folia
Eu te sapeco dois rabo de arraia
Aonde - Eh! Eh!
Quebro a padaria
Quebro a padaria
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Ficha técnica da faixa
Voz: Augusto Vasseur
Voz: Araci Cortes
Orquestra Copacabana
[ Batuque - Odeon 10.680A - intérprete Araci Cortes & Augusto Vasseur com a Orquestra Copacabana ]
[ Intérprete Déo com Francisco Sergio e sua Orquestra - Continental 15.440A e B ]
No Morro / Eh! Eh! / Muñeca de Asfalto
Vengo caminando con mis zapatos calientes
Todo apretado en mi cuello
Vengo empujado por toda esta gente (¡Eh! ¡Eh!)
Para ver a mi amor
Para ver a mi amor
Negro, viniste casi a rastras
Lleno de trucos dentro de esos guantes
Hay un dicho que dice: negro de blanco (¡Eh! ¡Eh!)
¡Es señal de lluvia!
¡Es señal de lluvia!
Del color del ébano, de la jabuticaba
Muñeca de asfalto, soy yo quien te acaba
Eres de mi agrado en negro, que nadie discuta
Pero hay muchos blancos que les gusta la fruta
Ay, ay, ay, ay
Hay portugués así en mis aguas
¿Cuál es mi culpa de ser una buena mulata?
Negro, si te entristeces mis penas (¡Eh! ¡Eh!)
¡Te doy la lata!
¡Te doy la lata!
No me engañes, mujer malvada
Si me engañas habrá fiesta
Te doy dos colas de raya
Donde - ¡Eh! ¡Eh!
Destrozo la panadería
Destrozo la panadería
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Escrita por: Ary Barroso / Luís Iglézias