Fagulha
Eu estou vivo
Só vim pra te contar
Que todos os males do mundo
Não podem mais me alcançar
Cicatrizes do tempo
Eu tento disfarçar
E o Sol que não brilha pra todos
Não pode mais me iluminar
Mas nem tudo se faz de perdido
Há sempre a última carta
A fagulha dizendo que
Dentro deste peito um cão vadio ainda ladra
Tive noites em claro
Pra poder consertar
O peso de amores que não me valeram a pena
Tanta ponta de faca
Que eu tive que esmurrar
Só um blues no meu rádio exorciza essa melancolia
Mas nem tudo é ferro ou fogo
Ou espinhos ou farpas
A certeza que tenho é que
Dentro deste peito um cão vadio ainda ladra
Chispa
Estoy vivo
Solo vine a contarte
Que todos los males del mundo
Ya no pueden alcanzarme
Las cicatrices del tiempo
Intento disimular
Y el Sol que no brilla para todos
Ya no puede iluminarme
Pero no todo está perdido
Siempre hay una última carta
La chispa que dice que
Dentro de este pecho aún ladra un perro callejero
Pasé noches en vela
Para poder arreglar
El peso de amores que no valieron la pena
Tantas puñaladas
Que tuve que golpear
Solo un blues en mi radio exorciza esta melancolía
Pero no todo es hierro o fuego
O espinas o astillas
La certeza que tengo es que
Dentro de este pecho aún ladra un perro callejero
Escrita por: Antônio Altvater