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Bode Preto

Astrikos Katoikos

Bode Preto, Bode Preto
Bode Preto vem reinar
Ele saiu lá do inferno
Para aqui vir trabalhar

Na Quimbanda o Bode Preto
É o corpo do Maioral
Vem das trevas, vem da luz
Pra mandar no bem e no mal

Soltaram um Bode Preto
Meia-noite na Calunga
Ele correu os quatro cantos
Foi parar lá na porteira
Bebeu marafo com Tatá Caveira
Luz e fé na magia de Ganga
Quem reina em roda é sua voz
Ele firma, riscando no chão
Vem chamar todos os Gangas
E também o meu Barão

Barão Negro é Bode Preto
Que governa até o vulcão
Quando solta o seu chamado
Vêm tornado e furacão

Eu ouvi um grito feio
Lá no fundo do grotão
Parecia Massophia
Provocando um trovão

Todo o corpo estremecia
Quando veio a legião
Sete Trevas lá do Sul
Se apresentam na missão

Soltaram um Bode Preto
Meia-noite na Calunga
Ele correu os quatro cantos
Foi parar lá na porteira
Bebeu marafo com Tatá Caveira
Luz e fé na magia de Ganga
Quem reina em roda é sua voz
Ele firma, riscando no chão
Vem chamar todos os Gangas
E também o meu Barão

Sete Serpentes respondem
Lá pelas bandas do Norte
Na alta magia preta
Já começa o seu corte

Ô, meu mestre Bode Preto
Sua essência é muito forte
Ô, meu mestre Bode Preto
Na demanda muda a sorte

Bode Preto, Bode Preto
Bode Preto vem reinar
Ele saiu lá do inferno
Para aqui vir trabalhar

Todo o corpo estremecia
Quando veio a legião
Sete Trevas lá do Sul
Se apresentam na missão

Sete Serpentes respondem
Lá pelas bandas do Norte
Na alta magia preta
Já começa o seu corte

Ô, meu mestre Bode Preto
Sua essência é muito forte
Ô, meu mestre Bode Preto
Na demanda muda a sorte

Soltaram um Bode Preto
Meia-noite na Calunga
Ele correu os quatro cantos
Foi parar lá na porteira
Bebeu marafo com Tatá Caveira
Luz e fé na magia de Ganga
Quem reina em roda é sua voz
Ele firma, riscando no chão
Vem chamar todos os Gangas
E também o meu Barão

Bode Preto, Bode Preto
Bode Preto vem reinar
Ele saiu lá do inferno
Para aqui vir trabalhar

Bode Preto, Bode Preto
Bode Preto vem reinar
Ele saiu lá do inferno
Para aqui vir trabalhar

Soltaram um Bode Preto
Meia-noite na Calunga
Ele correu os quatro cantos
Foi parar lá na porteira
Bebeu marafo com Tatá Caveira
Luz e fé na magia de Ganga
Quem reina em roda é sua voz
Ele firma, riscando no chão
Vem chamar todos os Gangas
E também o meu Barão

Escrita por: Domínio Popular