Lá no fundo da mata ninguém permanece
Um rastro invertido ilude e enlouquece
Pegada trocada confunde o caçador
Guia pro engano, conduz pro horror
Assobios enlouquecedores na treva fechada
Cabelos de fogo cortando a estrada
Dentes esverdeados em carne rompida
E a prova recente de caça abatida
Costela exposta em tronco partido
Resto de gente deixado esquecido
Tripas pendendo em galhos quebrados
Ossos marcados por abocanhamentos cravados
O Curupira é o gênio da mata
Que protege os animais
Engana os caçadores, e maltrata
O pé invertido confunde o andar
Uma marca trocada pra nunca voltar
Na mata densa o terror se refaz
Quem entra pra destruir não volta jamais
O Curupira é o gênio da mata
Que protege os animais
Engana os caçadores, e maltrata
O pé invertido confunde o andar
Uma marca trocada pra nunca voltar
Na mata densa o terror se refaz
Quem entra pra destruir não volta jamais
Ele não caça por fome somente
Há um prazer primitivo, feroz, latente
Corpo pequeno mas de força soberana
Instinto da mata em forma semi-humana
Quem entra fundo jamais volta inteiro
Perde o sentido, esquece o roteiro
Ouve seu nome chamado ao redor
Segue entontecido e encontra o pior
Pele retalhada em trilha desviada
Voz que imita pessoa amada
Quando percebe já não há saída
Entranhas abertas ainda em vida
O Curupira é o gênio da mata
Que protege os animais
Engana os caçadores, e maltrata
O pé invertido confunde o andar
Uma marca trocada pra nunca voltar
Na mata densa o terror se refaz
Quem entra pra destruir não volta jamais
No centro escuro da mata fechada
O ser fantástico observa imóvel na estrada
Espera calmo os próximos passos
Pra desfazer mais um corpo em pedaços
O Curupira é o gênio da mata
Que protege os animais
Engana os caçadores, e maltrata
O pé invertido confunde o andar
Uma marca trocada pra nunca voltar
Na mata densa o terror se refaz
Quem entra pra destruir não volta jamais
O Curupira é o gênio da mata
Que protege os animais
Engana os caçadores, e maltrata
O pé invertido confunde o andar
Uma marca trocada pra nunca voltar
Na mata densa o terror se refaz
Quem entra pra destruir não volta jamais