O termômetro cai onde o mapa termina
A noite siberiana é uma velha guilhotina
O vento de Taiga não canta, ele grita
Arranca a pele da carne que habita
Cinquenta abaixo do nível da vida
A respiração congela na boca ferida
A luz do sol é um mito esquecido
Neste deserto de extremo gelo banido
Sibéria!
O inferno é branco e não queima!
O frio é o monstro que reina e governa!
Onde os ossos estalam no escuro da terra
E o inverno eterno declara sua guerra
Não há para onde correr
Não há para onde escapar
O gelo te abraça até você
Não conseguir mais respirar
Os trilhos da linha de trem estão mortos
Sepultados em valas de homens e espectros
A floresta de agulhas vigia o silêncio
Onde o lobo faminto padece no vento
Se você dormir por um único instante
O sono te leva ao reino distante
Seus olhos viram duas pedras de vidro
Seu último grito estará abafado e perdido
Debaixo do manto, o Permafrost esconde
Segredos antigos que a mente não responde
Mamutes de pedra, fantasmas de Gulag
A terra congelada que tudo engole e esmaga!
O horror não tem pressa, ele calmamente aguarda
A Sibéria assiste o sangue esfriar!
A vida testemunha cada pulsação parar
Sibéria!
O inferno é branco e não queima!
O frio é o monstro que reina e governa!
Onde os ossos estalam no escuro da terra
E o inverno eterno declara sua guerra
Não há para onde correr
Não há para onde escapar
O gelo te abraça até você
Não conseguir mais respirar
A neve cai Cobrindo o rastro
O Altiplano consome o último astro
Cinzas brancas
Silêncio absoluto
O inverno Avança
Avança
E tudo consome
Ó, frio, frio
Ó, frio, frio
Não me castigue
Não me castigue
Nem a mim
Nem ao meu cavalo
Não me castigue
Nem ao meu cavalo
Ao meu cavalo
De crina branca como a neve
Sibéria!
O inferno é branco e não queima!
O frio é o monstro que reina e governa!
Onde os ossos estalam no escuro da terra
E o inverno eterno declara sua guerra
Não há para onde correr
Não há para onde escapar
O gelo te abraça até você
Não conseguir mais respirar