In Memorian número 2
Leva meu samba
Leva meu samba
Meu mensageiro
Esse recado
Para o meu amor primeiro
Vai dizer que ela é
A razão dos meus ais.
Não não posso mais.
Atire a primeira pedra
Covarde sei que me podem chamar
Porque não calo no peito essa dôr
Atire a primeira pedra ai ai ai
Aquele que não sofreu por amor
Aquele não sofreu por amor
Aquele que não sofreu por amor
Ai que saudades da Amélia
Nunca vi fazer tanta exigência
Nem fazer o que você me faz
Você não sabe o que é consciência
Não vê que eu sou um pobre rapaz
Você só pensa em luxo e riqueza
Tudo que você ve
Você quer
Ái meu Deus que saudades da Amélia
Aquilo sim é que era mulher
As vezes passava fome ao meu lado
E achava bonito não ter o que comer
E quando me via contrariado
Dizia meu filho
O que se há de fazer
Amélia não tinha a menor vaidade
Amélia que era mulher de verdade .
En Memoria número 2
Lleva mi samba
Lleva mi samba
Mi mensajero
Este mensaje
Para mi primer amor
Ve a decirle que ella es
La razón de mis penas.
No, ya no puedo más.
Tira la primera piedra
Cobarde, sé que pueden llamarme
Porque no callo en mi pecho este dolor
Tira la primera piedra ai ai ai
Aquel que no ha sufrido por amor
Aquel que no ha sufrido por amor
Aquel que no ha sufrido por amor
Ay, qué nostalgia de Amélia
Nunca vi hacer tantas exigencias
Ni hacer lo que tú me haces
Tú no sabes lo que es conciencia
No ves que soy un pobre muchacho
Tú solo piensas en lujo y riqueza
Todo lo que ves
Lo quieres
Ay, Dios mío, qué nostalgia de Amélia
Eso sí era una mujer
A veces pasaba hambre a mi lado
Y encontraba bonito no tener qué comer
Y cuando me veía contrariado
Decía 'hijo mío
¿Qué se ha de hacer?'
Amélia no tenía la menor vanidad
Amélia, esa sí era una mujer de verdad.
Escrita por: Aatulfo Alves / Mario Lago