Caos
Tudo que sei, não adianta mais pra me salvar
Eu desaprendi as leis e equações do bem-estar
O Deus que criei, pro meu universo dominar
Queria ser eu
Ser, sentir, queimar, matar, roubar
Tudo explodiu
Expandiu, voltou
Criou pra destruir
Aquilo que sou
Nem sou, nem fui, nem vou deixar de ser
Tanta colisão
O caos, poeira, o tempo já parou
De que lado estou?
Voltar, vou derreter, morrer, matar
E todo o bem, benevolente a escravizar
Uma alma só, em conflito por não se aceitar
Criei solidão, pra independência implantar
Rebanho chorão... Tem medo de não conseguir mamar
Tudo retraiu
Expandiu, voltou
Matou pra construir
Aquilo que sou
Nem sou, nem é, nem vou deixar de ser
O nada engoliu
A órbita já não vai mais guiar
Do outro lado saiu
Sorriu, chorou, até ressuscitar
Caos
Todo lo que sé, ya no sirve para salvarme
He olvidado las leyes y ecuaciones del bienestar
El Dios que creé, para dominar mi universo
Quería ser yo
Ser, sentir, arder, matar, robar
Todo explotó
Se expandió, regresó
Creó para destruir
Aquello que soy
Ni soy, ni fui, ni dejaré de ser
Tanta colisión
El caos, polvo, el tiempo se detuvo
¿De qué lado estoy?
Regresar, me derretiré, moriré, mataré
Y todo el bien, benevolente esclavizando
Un alma sola, en conflicto por no aceptarse
Creé soledad, para implantar independencia
Rebaño llorón... Tiene miedo de no poder mamar
Todo se retrajo
Se expandió, regresó
Mató para construir
Aquello que soy
Ni soy, ni es, ni dejaré de ser
El vacío devoró
La órbita ya no guiará más
Del otro lado salió
Sonrió, lloró, hasta resucitar
Escrita por: Alexandre Capilé