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Rastros De Ventura

Augusto Calheiros

Restos De Ventura

Quase no fim da mocidade
Desiludido como sou
Eu vejo que a felicidade
Nunca se encontra onde estou
Lembro a promessa mentirosa
Que fez nascer a minha dor
E esta alegria dolorosa
De padecer por meu amor
Felicidade, és diferente
Do que eu sonhei, por muito amar
Eu te esperei inutilmente
Nas minhas noites sem luar
Anda comigo na ternura
Desta saudade que me quis
Doirado resto de ventura
De quem não deve ser feliz.

Rastros De Ventura

Casi al final de la juventud
Desilusionado como estoy
Veo que la felicidad
Nunca se encuentra donde estoy
Recuerdo la promesa mentirosa
Que hizo nacer mi dolor
Y esta alegría dolorosa
De sufrir por mi amor
Felicidad, eres diferente
A lo que soñé, por amar tanto
Te esperé inútilmente
En mis noches sin luna
Camina conmigo en la ternura
De esta añoranza que me abraza
Dorado rastro de ventura
De quien no debe ser feliz.

Escrita por: Augusto Calheiros