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Exu Tranca-Ruas das Almas - O Charuto e a Tempestade

Aurora Ananda

Certa vez
Em uma tarde urbana
Nas nuvens cinzas da dor
Ao brotar de um amor
Fez chover lá no sertão

Moço bonito
Camarada sem igual
Vem nos dando conselhos
Aprontando o elemental

Raios de luz
Em um céu ao entardecer
No clarão da encruzilhada
Ele faz estremecer

Dia e noite
Noite e dia a existir
Quem pede ao Senhor Tranca-Ruas
Tem que saber admitir
Que não se pode percorrer o lado mal
Pois Exu abre o caminho
Pra quem sabe ser real

Ser humano bom
Um bom filho de fé
Recebe Senhor Tranca-Ruas
Com charuto e muito axé

Ser humano bom
Um bom filho de fé
Recebe Senhor Tranca-Ruas
Com charuto e muito axé

Percorre as tempestades
Abençoa quem vier
Com o coração aberto
Pra alcançar o seu axé

Moço bonito
Camarada sem igual
Solta a fumaça sagrada
Combatendo todo o mal

Raios de luz
Em um céu ao entardecer
No clarão da encruzilhada
Ele faz estremecer

Dia e noite
Noite e dia a existir
Quem pede ao Senhor Tranca-Ruas
Tem que saber admitir
Que não se pode percorrer o lado mal
Pois Exu abre o caminho
Pra quem sabe ser real

Ser humano bom
Um bom filho de fé
Recebe Senhor Tranca-Ruas
Com charuto e muito axé

Ser humano bom
Um bom filho de fé
Recebe Senhor Tranca-Ruas
Com charuto e muito axé

Escrita por: Aurora Ananda