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Pausa mental

Aurora Boreal

Pausa-Da-Mente

Durmo noites curtas
Guardo sonhos rasos
Compro luzes de natal
Rasgo o jornal que acho
Debaixo do meu colchão
Paro o passo em falso
Pausa da mente
Ouço o clarinete do velho
Sentado em frente a calçada
Onde esmago o meu coração

Onde será que ela guarda o que sente?
Será que é quente tocar sua mão?

Ela
E a liberdade que me tranca
Ela
E a cidade que me solta
Ela
E o asfalto que me cansa
Ela
Disse que não tem mais volta
Ela não volta mais
Não volta mais
Chuva de metais do brás à sé
Vou a pé, sem mais, em paz
Até
Levo o céu lilás
Que jeito? Que jaz
O seu beijo de nunca mais
De nunca mais, de nunca mais

Pausa mental

Duermo noches cortas
Mantengo sueños poco profundos
Compro luces de Navidad
Rompo el periódico que encuentro
Debajo de mi colchón
Detesto el paso equivocado
Pausa mental
Oigo el clarinete del viejo
Sentado frente a la acera
Donde aplasto mi corazón

Me pregunto dónde guarda lo que siente
¿Está caliente tocarte la mano?

Ella
Y la libertad que me encierra
Ella
Y la ciudad que me libera
Ella
Y el asfalto que me cansa
Ella
Dijo que no hay vuelta atrás
No volverá más
No volverá más
Lluvia de metales de brás a sé
Camino, sin más, en paz
Incluso
Tomo el cielo lila
¿Por qué camino? Eso miente
Tu beso nunca más
Nunca más, nunca más

Escrita por: Cleiton Gomes / Erika Silva