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Luzia

Ayam Ubráis Barco

Avúa o tempo sem hora
Se demora sabe o que é que faz
Quebra a ponta e o ponteiro
Altêa o candeeiro pra enxergar
Na armadilha, o laço
Desamarra o cadarço e sai
A pé com o peito incendeia
Cada risco de veia e vai

E desatáru a sorrir no entrequedas da ribancêra
Módi aprendêru a rancá
A própria pele enquanto afrontam as frontêra

Frente ao medo enfrenta corda que acorrenta
Coragem!
Treme a trama dos prego
Fende a farsa do inferno e da cruz
Afia o lampejo do avesso
Imborca os panavuêro e conduz
O amor descrucificado
Desaleja a cegueira
Anda luz

Amar o próximo
E o pão é repartido
O bem comum vem da terra
Inté os confins do mundão
Ou é assim ou
Se apronta pra guerra

Escrita por: Ayam Ubráis Barco