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Maya

Ayam Ubráis Barco

Vá de retro,, restrevela,, nunca mais valia
Num morre de morte morrida
Morre de morte matada
¿Eu fui o teu amor uma vez ao invés dessa alma vertigem?
Vuei invurtado nos zóio teu
Quebrei as costela no escolho

E o sangue escorreu inté as pedrinhas do mar
E o mar me levou, mais adentro acolá
Afogado vaguei
Tão sozinho, sem lar
Aperreado aportei num amor sem paz
Ao raso eu num volto mais

Mas vosmicê matô meu morrê
Disgunverjô os engano
Disse
Vá de retro as mesquinhêis
As poça d'água minguano

E o sangue frêuvêu
E as pedrinha vuáru mar arriba assim
Rebatano inté o Sol
E a barca passarinhô minhas costela encantada
Retomado remei um amor sem cais
Ao fundo eu num volto atrás

Escrita por: Ayam Ubráis Barco