Susha
É tudo igual, e mesmo sempre igual
Encontro poesia toda vez
Os olhos já perdidos em água e sal
Não veem com clareza o que mudou
Eu, que sempre quis ficar um pouco mais
Hoje não hesito em ir embora
É como deve ser, é gravitacional
Eu sempre fui igual, e sempre vou mudar
Insisto em me lembrar, me forço a reprisar
Escolho as memórias (uma de cada vez)
Assisto sem piscar, tentando separar
O que aconteceu do que eu inventei
Se eu pudesse editar um pouco mais
Não mexia em nada, deixava como está
É como deve ser, sem pôr e nem tirar
Vai ser pra sempre igual, e sempre vai mudar
Sempre vai mudar
Eu sempre vou mudar
Susha
Todo es igual, y siempre igual
Encuentro poesía cada vez
Los ojos ya perdidos en agua y sal
No ven con claridad lo que cambió
Yo, que siempre quise quedarme un poco más
Hoy no dudo en irme
Es como debe ser, es gravitacional
Siempre fui igual, y siempre cambiaré
Insisto en recordar, me obligo a repetir
Elijo los recuerdos (uno a la vez)
Miro sin parpadear, intentando separar
Lo que sucedió de lo que inventé
Si pudiera editar un poco más
No cambiaría nada, lo dejaría como está
Es como debe ser, sin añadir ni quitar
Siempre será igual, y siempre cambiará
Siempre cambiará
Siempre cambiaré
Escrita por: André Ribeiro