Ando meio perdido
Entre o medo, o sonho e a solidão
Meu caminho é confuso
Como o cego cruza a escuridão
Não sei onde vou
Nem se vou me encontrar
Só pretendo parar
Quando os erros que perturbam o presente não puderem me alcançar
O meu quarto ainda guarda
A fragrância do perfume seu
Os sinais desse corpo
Que em momento algum me pertenceu
São lembranças que
Teimam em continuar
Fantasias vulgar
Que envolvem, que iludem, enganam feito jogo de azar
Eu tropeço nos fatos
Ou acaso que me fez sair
Cada dia acredito
Que a felicidade está por vir
Virá como a luz
De um amanhecer
Invadindo o querer
Com sorrisos, com abraços, com carinho que eu julgo merecer