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Cuerda de todos los solos

Banda Fada-sofia

Cordel de todos os sós

Derramaram um pouco de mim no teto
Eu guardei as tuas fadas no bolso de teu casaco
E empurrei pra perto minhas notas musicais

Minha fadiga me consola e também me alucina
Eu tô com o terço na garganta e com meu medo no chapéu
Que é pra ver se desconstruo o teu conceito de jamais

Meu Deus o tempo não passa
Eu tô virado na desgraça eu tô bebendo essa cachaça
E ainda por cima esse sapato me aperta

Meu Deus mas que monotonia
Eu não aguento noite e dia essa maldita primazia
Que chegou calada e que agora nos infesta


Os beija-flores anunciam a morte do boi bumbá
Coitado do bem te vi que nem mais enxerga tanto
E essa garoa paulista que não cansa de cair

O meu velho guarda roupa já não quer guardar mais nada
Enquanto eu embebedo o cabaré de te lembrar
Que é pra ver se nordestino meu destino teu zóI'm

Meu Deus o tempo não passa
Eu tô virado na desgraça eu tô bebendo essa cachaça
E ainda por cima esse sapato me aperta

Meu Deus mas que monotonia
Eu não aguento noite e dia essa maldita primazia
Que chegou calada e que agora nos infesta

Cuerda de todos los solos

Derramaron un poco de mí en el techo
Guardé tus hadas en el bolsillo de tu saco
Y acerqué mis notas musicales

Mi fatiga me consuela y también me alucina
Tengo el rosario en la garganta y mi miedo en el sombrero
Para ver si desmonto tu concepto de nunca

Dios mío, el tiempo no pasa
Estoy vuelto un desastre, estoy bebiendo esta caña
Y encima estos zapatos me aprietan

Dios mío, qué monotonía
No aguanto noche y día esta maldita primacía
Que llegó callada y que ahora nos infesta

Los colibríes anuncian la muerte del boi bumbá
Pobre bien te vi que ya no ve tanto
Y esta llovizna paulista que no deja de caer

Mi viejo armario ya no quiere guardar nada
Mientras embriago el cabaret de recordarte
Para ver si nordestino mi destino es tu mirada

Dios mío, el tiempo no pasa
Estoy vuelto un desastre, estoy bebiendo esta caña
Y encima estos zapatos me aprietan

Dios mío, qué monotonía
No aguanto noche y día esta maldita primacía
Que llegó callada y que ahora nos infesta

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