Abril
Cada vez que faço a escolha errada
Caio, desmaio, tropeço e dou topada
Quem inventou a tristeza que não passa?
Quem colocou tanta dor nessa cachaça?
Águas de março vão passar
Vão cair pra lavar
Só em abril eu vou me abrir
Pra deixar você entrar
Reverter o tempo ruim
E depois transformar
Esse meu quarto de dormir
Em um quarto de sonhar
Só então redefinir
O que não deu pra apagar
Toda vez que fico mudo, muda nada
Tudo põe meu coração em batucada
Mas apesar dos pesares, da pisada
O movimento, o momento da virada
Vai chegar
E eu hei de ver
Você em mim
Se demorar
Águas de março vão passar
Vão cair pra lavar
Só em abril eu vou me abrir
Pra deixar você entrar
Reverter o vento frio
E depois transformar
Esse meu quarto de dormir
Em um quarto de sonhar
Só então redefinir
O que não deu pra apagar
abril
Cada vez que hago la elección equivocada
Caio, desmayarse, tropezar y golpear
¿Quién inventó la tristeza que no desaparece?
¿Quién le puso tanto dolor a esa bebida?
Las aguas de marzo pasarán
Se caerán a lavar
Sólo en abril abriré
Para dejarte entrar
Invertir tiempo incorrecto
Y luego gire
Este dormitorio mío
En una habitación de ensueño
Sólo entonces restablecer
Lo que no pudiste borrar
Cada vez que me mudo, nada cambia
Todo pone mi corazón en una batucada
Pero a pesar del dolor, los pasos
El movimiento, el momento del giro
Llegará
Y voy a ver
Tú en mí
Si toma mucho tiempo
Las aguas de marzo pasarán
Se caerán a lavar
Sólo en abril abriré
Para dejarte entrar
Invertir el viento frío
Y luego gire
Este dormitorio mío
En una habitación de ensueño
Sólo entonces restablecer
Lo que no pudiste borrar
Escrita por: Guga Limeira / Hugo Limeira