Tela acesa, coração offline
No escuro do quarto eu tento dormir
Conectado a todo mundo
Mas ninguém me ouve aqui
Meu sorriso tem filtro demais
Mas por dentro eu não sorri
Espelhos não mostram tudo
Só refletem o que convém
Quando a tela se apaga
Eu me encaro além
Quando o silêncio pesa
E eu não vejo saída
Tem uma voz que sussurra
Mesmo na alma ferida
Invisível, mas real
Eu não estou só
Mesmo no escuro total
Eu não estou só
Invisível, mas real
Mais forte que a dor
Quando o mundo me chama de nada
Tu me chamas de amor
(Invisível, mas real)
(Eu não estou só)
Uma vitrine em cada esquina
Vendendo um padrão igual
Sorrisos plastificados
Num desfile artificial
Se o espelho me acusa
Se eu não sei quem eu sou
Mesmo quando eu não Te sinto
Eu sei que ainda estou
Se eu não posso Te ver
Eu escolho crer
Se eu não posso sentir
Eu escolho confiar
Invisível, mas real
Eu não estou só
No silêncio da depressão
Eu não estou só
Tu és luz no escuro
Abrigo em meio ao caos
Invisível, mas real
Pra sempre real