Eu não sou eu
Eu me escondo em você
Entro calado, ninguém vai notar
Tipo fungo zumbi pronto pra controlar
Te faço subir sem saber por quê
Quando você olha, não é mais você
Eu cresço por dentro, eu tomo o lugar
Sorriso no rosto só pra disfarçar
Te visto por dentro, te faço viver
Mas quem tá no comando, não é você
E quando a noite chama
Eu te levo pra caçar
Seu corpo é a estrada
Que eu não posso andar
Eu sou o parasita
Vivendo na sua pele
Te movo, te imito
Mas ninguém percebe
Eu busco nos outros
O que eu não posso ser
Te uso pra tocar
Quem eu queria ser
Igual verme de gato mexendo na mente
Te tiro o medo, te deixo diferente
Você se aproxima, acha que escolheu
Mas cada passo, quem deu fui eu
Olhos brilhando tipo verme colorido
Te deixo mais viva, mas é tudo fingido
Vira isca viva no meio da multidão
Eu vendo seu corpo, você não tem noção
E quando ele te toca
Quem sente sou eu
Você só observa
O corpo que é seu
Eu sou o parasita
Vivendo na sua pele
Te movo, te imito
Mas ninguém percebe
Eu busco nos outros
O que eu não posso ser
Te uso pra tocar
Quem eu queria ser
Como a vespa parasita no seu coração
Te deixo vazia pra cumprir missão
Igual verme suicida puxando pro fundo
Se afoga comigo, se perde no mundo
E como o piolho que come a língua
Eu tomo o espaço, sua voz já não é sua
Ele nunca vai saber
Que não era você
Eu sou o parasita
Agora sou você
Não tem mais saída
Não dá pra esconder
Eu vivo nos outros
Pra poder viver
Seu corpo é a ponte
Pro que eu não posso ser