Deserto em Fúria
(Pedro)
Eis-me atirado ao chão eu que me achava tão hábil
diante do espelho eu volto as costas pra luz.
Não ouso erguer os olhos, a claridade me ilude
vejo meu erro em face do Teu amor infinito.
Estou exposto aos golpes do mal.
Ferido, o silêncio me ofende.
Teu amor restaure o que em nós há de mal
da dor fazei à alegria nascer
e ao assumir a Tua entrega total
encontrarei então:
O Sacrifício Perfeito
Meu ser quer germinar onde eu não semeei
cruzo o deserto em fúria, nada de humano existe aqui
Meu coração não arde, mas grita o horror do pecador
por Te amar tanto Te esqueci, pois pensei demais em mim.
Estou exposto aos golpes do mal
Ferido, o silêncio me ofende.
Desierto en Furia
(Pedro)
Aquí yace en el suelo quien se creía tan hábil
frente al espejo, le doy la espalda a la luz.
No me atrevo a levantar la mirada, la claridad me engaña
veo mi error frente a Tu amor infinito.
Estoy expuesto a los golpes del mal.
Herido, el silencio me ofende.
Que Tu amor restaure lo que en nosotros está mal
de la pena haz nacer la alegría
y al asumir Tu entrega total
encontraré entonces:
El Sacrificio Perfecto
Mi ser quiere germinar donde no sembré
cruzo el desierto en furia, nada humano existe aquí
Mi corazón no arde, pero grita el horror del pecador
por amarte tanto, Te olvidé, pues pensé demasiado en mí.
Estoy expuesto a los golpes del mal
Herido, el silencio me ofende.