Já vi o amor nascer do medo
Da vontade de não seguir sozinho
Promessas ergueram tantos muros
Abraços se perderam no caminho
Dis corações cansados tantas vezes
Confundem companhia com prisão
Transformam o brilho do encontro
No reflexo da própria solidão
Entre duas liberdades
Aprendemos a ficar
Sem correntes, sem atalhos
Sem ninguém pra se salvar
Não existe um destino pronto
Nem uma única direção
Apenas dois viajantes
Dividindo a mesma imensidão
Há silêncios maiores que promessas
Há distâncias que ensinam a permanecer
Amar não é fechar caminhos
É encontrar razões para voltar e ver
Cada sonho guarda seu próprio nome
Cada horizonte pede para existir
A beleza do encontro acontece
Quando ninguém precisa partir de si
Entre duas liberdades
Aprendemos a ficar
Sem correntes, sem atalhos
Sem ninguém pra se salvar
Não existe um destino pronto
Nem uma única direção
Apenas dois viajantes
Dividindo a mesma imensidão
E entre duas liberdades
O amor encontrou lugar
Não porque prendeu o tempo
Mas porque aprendeu a caminhar
Entre duas liberdades
Aprendemos a ficar
Sem correntes, sem atalhos
Sem ninguém pra se salvar
Não existe um destino pronto
Nem uma única direção
Apenas dois viajantes
Dividindo a mesma imensidão