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Son

Barro

Somos

Nos dias que não estarás
Na volta te deixo em paz
Um canto leve aqui se faz
Aqui se paga e muito mais
E do que eu tinha pra dizer
Sobre essa pressa tão constante
E esse instante que é você
Não resta nada é só distante

E vale a pena
Viver apenas pra se vivê-la
Pensa que a vida é coisa passageira
E quando não te resta nada pra fazer
E quem poderá dizer
E quem poderá saber

Somos do tempo
Do recomeço
Do retrocesso
Do fogo, mar e o vento

Somos sementes
Do agronegócio
Do lixo tóxico
Da célula
Da transgênese

Somos futuro
Do imperfeito
Do Presente
Passado obscuro

Somos as flores
Do concreto armado
Do chão rachado
Do gozo e dos amores

Son

En los días que no serás
En el camino de regreso, te dejaré en paz
Un rincón de luz aquí está hecho
Aquí pagas y mucho más
Y lo que tenía que decir
Acerca de esta constante prisa
Y este instante que eres tú
No queda nada. Es distante

Y vale la pena
Vivir sólo para vivirlo
¿Crees que la vida es algo fugaz?
Y cuando no queda nada que hacer
¿Y quién puede decir
¿Y quién podría saber?

Somos de la época
Desde el principio
Del revés
De fuego, mar y viento

Somos semillas
Agronegocios
De residuos tóxicos
Desde la celda
De transgénesis

Somos el futuro
De lo imperfecto
Del regalo
Pasado oscuro

Somos las flores
De hormigón armado
Desde el suelo agrietado
De alegría y amor

Escrita por: Barro