Pra Ter O Que Pensar
Eu digo pra mim mesma que eu vou me acostumar
Eu pego o telefone só pra ver o tempo passar
Entro na tua conversa só pra mim relembrar o que me disse
O que me disse
Eu ligo o automático pra não me preocupar
Mas essas paranoias não me batem devagar
Me perco em promessas só para ter o que pensar
Além desse bicho imundo que me ataca sem parar
E eu já tentei terapia junguiana
Já tentei sair da cama e sorrir
Também tentei exercício, caminhada
Já tentei subir escadas, mas cai
Eu ligo o automatico pra não me preocupar
Mas essas paranoias não me batem devagar
Me perco em promessas só para ter o que pensar
Além desse bicho imundo que me ataca sem parar
E mesmo que me digo pra eu não me torturar
Me perco em palavras, não consigo me encontrar
Desconverso o que sei, pra não ter que explicar
O porque me afundo, sem ninguém pra segurar
Para Tener En Qué Pensar
Me digo a mí misma que me acostumbraré
Cojo el teléfono solo para ver el tiempo pasar
Entro en tu conversación solo para recordar lo que me dijiste
Lo que me dijiste
Pongo el automático para no preocuparme
Pero estas paranoias no me golpean despacio
Me pierdo en promesas solo para tener en qué pensar
Además de esta bestia inmunda que me ataca sin parar
Y ya intenté terapia junguiana
Ya intenté levantarme de la cama y sonreír
También intenté ejercicio, caminata
Ya intenté subir escaleras, pero caí
Pongo el automático para no preocuparme
Pero estas paranoias no me golpean despacio
Me pierdo en promesas solo para tener en qué pensar
Además de esta bestia inmunda que me ataca sin parar
Y aunque me digo que no me torture
Me pierdo en palabras, no logro encontrarme
Desvío lo que sé, para no tener que explicar
Por qué me hundo, sin nadie que me sostenga
Escrita por: Beatriz Alfieri