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Demasiado Cliché

Beatriz Vicente

Muito Clichê

Muitos movimentos antes do fim
Sempre te tive por perto
Sei que a dor da despedida é ruim
Conviver com o incerto

A caneta trava
O nó não desata
O meu corpo cala
Cada vez que falo de você
A rotina mata e o amor não basta
Quando não consigo controlar minha sede de viver

Sei, cê ta comigo
É mais que amigo
Até no perigo
É o nosso proceder
Disso nada muda
A gente se ajuda
Parceria continua
E isso não é o clichê

Não quero mandar clichê
Não pode acontecer
Não quero mandar clichê, mas
É por mim não por você

Papo de amor é foda
Te perder me incomoda
Mas pra te ver sorrir
Eu te deixo ir
Pois a gente vive e não se acomoda

Cada um lida com o luto
Mas meu jeito é absurdo
Eu faço a minha trama sem tempo pra drama
Pois a gente sabe que ainda se ama

Não quero mandar clichê
Não pode acontecer
Não quero mandar clichê, mas
É por mim não por você
Não quero mandar clichê
Não pode acontecer
Não quero mandar clichê, mas

Demasiado Cliché

Muchos movimientos antes del final
Siempre te tuve cerca
Sé que el dolor de la despedida es malo
Convivir con lo incierto

La pluma se atasca
El nudo no se deshace
Mi cuerpo se calla
Cada vez que hablo de ti
La rutina mata y el amor no es suficiente
Cuando no puedo controlar mi sed de vivir

Sé que estás conmigo
Es más que amigo
Incluso en el peligro
Es nuestra forma de actuar
Nada cambia de eso
Nos ayudamos mutuamente
La asociación continúa
Y esto no es un cliché

No quiero enviar clichés
No puede suceder
No quiero enviar clichés, pero
Es por mí, no por ti

Hablar de amor es jodido
Perderte me molesta
Pero para verte sonreír
Te dejo ir
Porque vivimos y no nos acomodamos

Cada uno lidia con el duelo
Pero mi forma es absurda
Hago mi trama sin tiempo para el drama
Porque sabemos que todavía nos amamos

No quiero enviar clichés
No puede suceder
No quiero enviar clichés, pero
Es por mí, no por ti
No quiero enviar clichés
No puede suceder
No quiero enviar clichés, pero

Escrita por: Beatriz Vicente