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Ão

Bebeto Alves

ão

O til andorinha
Paira sobre o fonema ao
E prenha a boca do poema mais popular

Com a palavra mais entranha
Mais mass mídia

Que todo cantor é poeta
Do Catulo ao Noel
Do Gonçalves ao Buarque
Ao rock 'não' roll
Já lhe emprestaram sua voz
Sua língua

O til andorinha
Paira sobre o fonema ao
E prenha a boca do poema mais popular
Com a palavra mais entranha
Mais mass mídia

Que todo cantor é poeta
Do Catulo ao Noel
Do Gonçalves ao Buarque
Ao rock 'não' roll
Já lhe emprestaram sua voz
Sua língua

É o pão na boca do Bastião
É o povo cantando Luar do Sertão
É o bumbo afinado pro samba
Alguém que com a prata e a Lua no olhar
Faz uma canção

Ão, ão, chão da palavra
Que rima, que bumba
Que bimba no meu coração

Ão, ão, chão da palavra
Que rima, que bumba
Que bimba no meu coração

Ão, ão, chão da palavra
Que rima, que bumba
Que bimba no meu coração

Ão, ão, chão da palavra
Que rima, que bumba
Que bimba no meu coração

O til andorinha
Paira sobre o fonema ao
E prenha a boca do poema mais popular
Com a palavra mais entranha
Mais mass mídia

Que todo cantor é poeta
Do Catulo ao Noel
Do Gonçalves ao Buarque
Ao rock 'não' roll
Já lhe emprestaram sua voz
Sua língua

O til andorinha
Paira sobre o fonema ao
E prenha a boca do poema mais popular
Com a palavra mais entranha
Mais mass mídia

Que todo cantor é poeta
Do Catulo ao Noel
Do Gonçalves ao Buarque
Ao rock 'não' roll
Já lhe emprestaram sua voz
Sua língua

É o pão na boca do Bastião
É o povo cantando Luar do Sertão
É o bumbo afinado pro samba
Alguém que com a prata e a Lua no olhar
Faz uma canção

Ão, ão, chão da palavra
Que rima, que bumba
Que bimba no meu coração

Ão, ão, chão da palavra
Que rima, que bumba
Que bimba no meu coração

Ão, ão, chão da palavra
Que rima, que bumba
Que bimba no meu coração

Ão, ão, chão da palavra
Que rima, que bumba
Que bimba no meu coração

Ão

El til golondrina
Se cierne sobre el fonema ao
Y llena la boca del poema más popular
Con la palabra más extraña
Más masiva

Que todo cantante es poeta
Desde Catulo a Noel
De Gonçalves a Buarque
Al rock 'no' roll
Ya le han prestado su voz
Su lengua

El til golondrina
Se cierne sobre el fonema ao
Y llena la boca del poema más popular
Con la palabra más extraña
Más masiva

Que todo cantante es poeta
Desde Catulo a Noel
De Gonçalves a Buarque
Al rock 'no' roll
Ya le han prestado su voz
Su lengua

Es el pan en la boca de Bastião
Es el pueblo cantando Luar do Sertão
Es el bombo afinado para el samba
Alguien que con la plata y la Luna en la mirada
Hace una canción

Ão, ão, suelo de la palabra
Que rima, que retumba
Que resuena en mi corazón

Ão, ão, suelo de la palabra
Que rima, que retumba
Que resuena en mi corazón

Ão, ão, suelo de la palabra
Que rima, que retumba
Que resuena en mi corazón

Ão, ão, suelo de la palabra
Que rima, que retumba
Que resuena en mi corazón

El til golondrina
Se cierne sobre el fonema ao
Y llena la boca del poema más popular
Con la palabra más extraña
Más masiva

Que todo cantante es poeta
Desde Catulo a Noel
De Gonçalves a Buarque
Al rock 'no' roll
Ya le han prestado su voz
Su lengua

El til golondrina
Se cierne sobre el fonema ao
Y llena la boca del poema más popular
Con la palabra más extraña
Más masiva

Que todo cantante es poeta
Desde Catulo a Noel
De Gonçalves a Buarque
Al rock 'no' roll
Ya le han prestado su voz
Su lengua

Es el pan en la boca de Bastião
Es el pueblo cantando Luar do Sertão
Es el bombo afinado para el samba
Alguien que con la plata y la Luna en la mirada
Hace una canción

Ão, ão, suelo de la palabra
Que rima, que retumba
Que resuena en mi corazón

Ão, ão, suelo de la palabra
Que rima, que retumba
Que resuena en mi corazón

Ão, ão, suelo de la palabra
Que rima, que retumba
Que resuena en mi corazón

Ão, ão, suelo de la palabra
Que rima, que retumba
Que resuena en mi corazón

Escrita por: Bebeto Alves / Nelson Coelho De Castro