395px

Blues Journal (Canción ligera de desprecio y maldición)

Belchior

Jornal Blues (Canção Leve de Escárnio e Maldizer)

Nesta terra de doutores, magníficos reitores, leva-se a sério a comédia!
A musa-pomba do Espírito Santo e não o bem comum!
Inspira o bispo e o Governante
Velhos católicos, políticos jovens, senhoras de idade média
Sem pecado abaixo do Equador
Fazem falta e inveja ao inferno de Dante
Tão comum e tirar-se daqui qualquer coisa
Que eu também tiraria o chapéu a vontade
Aos cidadãos respeitáveis, donos de nossas vidas, pais e patrões do país
Mas em vez tiro o lenço
Não para enxugar, portuguesmente, a saudade

Mas pra saudar num Ciao! Quem me expulsa de casa!
Dar um viva excelência! E tapar o nariz!
Não, não quero contar vantagem mas já passei fome com muita elegância
E uns caras estranhos, ordens superiores!
Já invadiram minha casa mas com muito respeito! Diabo de profissão!
Ganhar com o suor de meu gosto o bendito pão e o gim das crianças!
Noblesse oblige! Eu talvez seja o cara que você ama odiar, inimigo do peito!

Cá em casa quem morre se torna querido, tido e havido por justo e inocente
Mas pode ir tirando o cavalo da chuva
Que eu não vou nessa de morrer só para agradar vocês
Aluno mal comportado, pela regra da escola
Devo ser reprovado, sumariamente
Mas não faz mal
Deixo os louros ao poeta! Lauras é o que me importa!
Quero o meu dinheiro no fim do mês!

Mas que poeta idiota!
Canções tão tocantes dão sempre uma nota raramente vulgar!
Atentado à moral e aos bons costumes, lapido diamantes, não falsos brilhantes
Kitsch elegante que te mente elegantemente!
Oh! Abre alas que eu quero passar!
There's no business like soul business!
There's no political solution, meus caros estudantes!

Tá todo mundo comido, lavado, passado, bronzeado
Ora, muito obrigado!
Só eu não venço na vida, não ganho dinheiro
Não pego mulheres, não faço sucesso!
O velho blues me diz que, ateu como eu
Devo manter os modos e o estilo réu confesso!
Eles vão para a glória sem passar pela cama
Ou Jesus não me ama ou não
Entendo nada do riscado!

Não toques esse disco! Não me beijes, por favor!
Meu professor de filosofia me dizia que eu viveria sempre adolescente
Hoje, qualquer mulher, assim que me abandona
Já me tem por durão, mesmo sabendo que mente
Desculpem! Infelizmente não sou à prova de som nem de amor
De amor, de amor, de amor, de amor
De amor, de amor, de amor, de amor

Blues Journal (Canción ligera de desprecio y maldición)

¡En esta tierra de médicos, magníficos decanos, la comedia se toma en serio!
¡La paloma musa del Espíritu Santo y no el bien común!
Inspira al obispo y al gobernante
Viejos católicos, jóvenes políticos, damas de mediana edad
Sin pecado debajo de Ecuador
Falta el infierno de Dante y está celoso
Tan común y quita cualquier cosa
Que también me quitaría el sombrero a voluntad
A ciudadanos respetables, dueños de nuestras vidas, padres y empleadores del país
Pero en cambio saco la bufanda
No secar, en portugués, el anhelo

Pero para saludar a un Ciao! ¡Quién me echa de la casa!
¡Dale una excelencia viva! ¡Y cúbrete la nariz!
No, no quiero contar la ventaja, pero he tenido hambre con mucha elegancia
¡Y algunos tipos extraños, órdenes superiores!
¡Ya invadieron mi casa pero con mucho respeto! Diablo de profesión!
¡Gana con el sudor de mi gusto el bendito pan y la ginebra de los niños!
Noblesse obliga! ¡Puedo ser el tipo que amas odiar, enemigo del cofre!

Aquí en casa, quien muere se vuelve buscado, tomado y tomado por justo e inocente
Pero puedes mantener al caballo alejado de la lluvia
Que no voy a morir solo para complacerte
Estudiante mal portado, por regla escolar
Debo fallar, sumariamente
Pero no importa
¡Dejo los laureles al poeta! ¡Lauras es lo que me importa!
¡Quiero mi dinero a fin de mes!

¡Qué poeta tan idiota!
¡Estas canciones conmovedoras siempre dan una nota inusualmente vulgar!
Ataque contra la moral y las buenas costumbres, diamantes pulidos, no brillantes falsos
¡Elegante kitsch que te miente con elegancia!
Oh! ¡Haz alas que quiero pasar!
¡No hay negocio como el negocio del alma!
¡No hay solución política, mis queridos estudiantes!

Todos comen, lavan, planchan, curten
¡Bueno, muchas gracias!
Solo que no gano en la vida, no gano dinero
¡No atrapo mujeres, no tengo éxito!
El viejo blues me dice que, ateo como yo
¡Debo mantener los modales y el estilo acusado que confieso!
Van a la gloria sin pasar por la cama
O Jesús no me ama o no
No entiendo nada de los rayados!

¡No toques ese disco! ¡No me beses, por favor!
Mi profesor de filosofía me dijo que siempre viviría de adolescente
Hoy, cualquier mujer, tan pronto como ella me deja
Ya me tienes duro, aunque sé lo que pienso
¡Lo siento! Lamentablemente no soy insonorizada ni amorosa
De amor, de amor, de amor, de amor
De amor, de amor, de amor, de amor

Escrita por: Belchior