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Recuerdo

Belmonte e Amaraí

Recordação

Amargurado pela dor de uma saudade
Fui ver de novo o recanto onde eu nasci
Onde passei minha bela mocidade
Voltei chorando com a tristeza que senti
Vi a campina que brincava com maninho
Vi a palmeira que meu velho pai plantou
Chorei demais com saudades do velhinho
Que Deus do Céu há muitos anos já levou!

E onde estão meus estimados companheiros
Se foram tantos janeiros desde que eu deixei meus pais
Adeus lagoa 'Poço Verde' da esperança
Meu tempinho de criança que não volta nunca mais!

Meu pé de cedro desfolhado já sem vida
Final amargo de uma rósea esperança
O monjolinho quero ouvir sua batida
A embalar a minha alma de criança
Manso regato que brotava lá da serra
Saudosa fonte que alegrava o meu viver
Adeus paisagem céu azul da minha terra
Rincão querido hei de amar-te até morrer!

E onde estão meus estimados companheiros
Se foram tantos janeiros desde que eu deixei meus pais
Adeus lagoa 'Poço Verde' da esperança
Meu tempinho de criança que não volta nunca mais!

Recuerdo

Amargado por el dolor de una añoranza
Fui a ver de nuevo el lugar donde nací
Donde pasé mi hermosa juventud
Regresé llorando con la tristeza que sentí
Vi el campo donde jugaba con mi hermano
Vi la palmera que mi viejo padre plantó
Lloré mucho con la añoranza del viejito
Que Dios del Cielo se llevó hace muchos años ya!

Y dónde están mis estimados compañeros
Han pasado tantos eneros desde que dejé a mis padres
Adiós laguna 'Poço Verde' de la esperanza
Mi tiempito de niñez que nunca volverá!

Mi árbol de cedro deshojado ya sin vida
Final amargo de una rosa esperanza
Quiero escuchar el molinillo golpeando
Arrullando mi alma de niño
Tranquilo arroyo que brotaba de la sierra
Añorada fuente que alegraba mi existir
Adiós paisaje cielo azul de mi tierra
Rincón querido te amaré hasta morir!

Y dónde están mis estimados compañeros
Han pasado tantos eneros desde que dejé a mis padres
Adiós laguna 'Poço Verde' de la esperanza
Mi tiempito de niñez que nunca volverá!

Escrita por: Goia / Nenete