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Charlie Brown/ No Dejes Morir la Samba / Todo Está en su Lugar / Mi Nombre es Pandeiro / Silbar o Chupar Caña / Piedra que no Crea Limos / Retazos de Satén (parte Alcione)

Benito Di Paula

Charlie Brown/ Não Deixe o Samba Morrer / Tudo Está no Seu Lugar / Meu Nome É Pandeiro / Assobiar ou Chupar Cana / Pedra Que Não Cria Limo / Retalhos de Cetim (part. Alcione)

Eh! Meu amigo Charlie
Eh! Meu amigo Charlie Brown, Charlie Brown
Eh! Meu amigo Charlie
Eh! Meu amigo Charlie Brown
Se você quiser, vou lhe mostrar
A nossa São Paulo, Terra da Garoa
Se você quiser, (eu quero)
Vou lhe mostrar
Bahia de Caetano, nossa gente boa
Se você quiser, vou lhe mostrar
A lebre mais bonita do Imperial
Se você quiser, vou lhe mostrar
Meu Rio de Janeiro e o nosso carnaval

Quando eu não puder pisar mais na avenida
Quando as minhas pernas não puderem aguentar
Levar meu corpo junto com meu samba
O meu anel de bamba
Entrego a quem mereça usar
Eu vou ficar
No meio do povo, espiando
Minha escola perdendo ou ganhando
Mais um carnaval
Antes de me despedir
Deixo ao sambista mais novo
O meu pedido final
Antes de me despedir
Deixo ao sambista
O meu pedido final

Tudo está no seu lugar
Graças a Deus, graças a Deus, eh
Não devemos esquecer de dizer
Graças a Deus, graças a Deus, diz, diz
Tudo está no seu lugar
Graças a Deus, graças a Deus
Não devemos esquecer de dizer
Graças a Deus, graças a Deus

Falaram que meu companheiro
Meu amigo surdo parece absurdo
Apanha por tudo
Ninguém canta samba
Sem ele apanhar
Não ouviram que seu companheiro
Amigo pandeiro
Também tira coco do mesmo coqueiro
Apanha sorrindo pra povo cantar
Pandeiro
Não é absurdo, mas é o meu nome
Não me chamo surdo, mas aguento fome
Pandeiro não come, mas pode apanhar

Pandeiro
Não é absurdo, mas é o meu nome
Não me chamo surdo, mas aguento fome
Pandeiro não come, mas pode apanhar
Ao povo que vibra na força do som brasileiro
Não é só o surdo nem só o pandeiro
Tem uma família tocando legal
Você cantando, tocando e batendo na gente
Passando por tudo tão indiferente
Não conhece a dor do instrumental

Seria muito bom
Seria muito legal
Se cantor ou compositor
Pudesse ser ator ou jogador de futebol

Seria muito bom
Seria muito legal
Se cantor ou compositor
Pudesse ser ator ou jogador de futebol

Nem tudo pode ser perfeito
Nem tudo pode ser bacana
Quero ver um cara sentar
(Ah, eu também queria)
Numa praça
Assoviar e chupar cana

Nem tudo pode ser perfeito
Nem tudo pode ser bacana
Quero ver um cara sentar numa praça
Assoviar e chupar cana

Vô pagar pra ver você mudar
Vou ficar de prontidão
Se na volta você me encontrar
Não conte com o meu perdão
Isso eu não vou lhe dar
Porque pedra que muito se muda
Não cria limo
Você não é pedra meu bem
Pense antes de me mudar
Você tá procurando sarna pra se coçar
Você não é pedra meu bem
Pense antes de me mudar
Você tá procurando sarna pra se coçar

Mas chegou o carnaval
E ela não desfilou
Eu chorei na avenida, eu chorei
Não pensei que mentia a cabrocha
Que eu tanto amei
Mas chegou o Carnaval
E ela não desfilou
Eu chorei na avenida, eu chorei
Não pensei que mentia a cabrocha
Que eu tanto amei

Charlie Brown/ No Dejes Morir la Samba / Todo Está en su Lugar / Mi Nombre es Pandeiro / Silbar o Chupar Caña / Piedra que no Crea Limos / Retazos de Satén (parte Alcione)

Eh! Mi amigo Charlie
Eh! Mi amigo Charlie Brown, Charlie Brown
Eh! Mi amigo Charlie
Eh! Mi amigo Charlie Brown
Si quieres, te mostraré
Nuestra São Paulo, Tierra de la Garoa
Si quieres, (yo quiero)
Te mostraré
Bahía de Caetano, nuestra buena gente
Si quieres, te mostraré
La liebre más bonita del Imperial
Si quieres, te mostraré
Mi Río de Janeiro y nuestro carnaval

Cuando ya no pueda pisar más la avenida
Cuando mis piernas no aguanten más
Llevar mi cuerpo junto con mi samba
Mi anillo de bamba
Entrego a quien merezca usar
Me quedaré
En medio del pueblo, espiando
Mi escuela perdiendo o ganando
Otro carnaval
Antes de despedirme
Dejo al sambista más joven
Mi pedido final
Antes de despedirme
Dejo al sambista
Mi pedido final

Todo está en su lugar
Gracias a Dios, gracias a Dios, eh
No debemos olvidar de decir
Gracias a Dios, gracias a Dios, di, di
Todo está en su lugar
Gracias a Dios, gracias a Dios
No debemos olvidar de decir
Gracias a Dios, gracias a Dios

Dijeron que mi compañero
Mi amigo sordo parece absurdo
Recibe golpes por todo
Nadie canta samba
Sin que él reciba golpes
No escucharon que su compañero
Amigo pandeiro
También saca coco del mismo cocotero
Recibe golpes sonriendo para que la gente cante
Pandeiro
No es absurdo, pero es mi nombre
No me llamo sordo, pero aguanto hambre
Pandeiro no come, pero puede recibir golpes

Pandeiro
No es absurdo, pero es mi nombre
No me llamo sordo, pero aguanto hambre
Pandeiro no come, pero puede recibir golpes
Para la gente que vibra con la fuerza del sonido brasileño
No es solo el sordo ni solo el pandeiro
Hay una familia tocando genial
Tú cantando, tocando y golpeando en nosotros
Pasando por todo tan indiferente
No conoces el dolor del instrumental

Sería muy bueno
Sería muy genial
Si el cantante o compositor
Pudiera ser actor o jugador de fútbol

Sería muy bueno
Sería muy genial
Si el cantante o compositor
Pudiera ser actor o jugador de fútbol

No todo puede ser perfecto
No todo puede ser genial
Quiero ver a un tipo sentarse
(¡Ah, yo también quisiera!)
En una plaza
Silbar y chupar caña

No todo puede ser perfecto
No todo puede ser genial
Quiero ver a un tipo sentarse en una plaza
Silbar y chupar caña

Voy a pagar para verte cambiar
Estaré alerta
Si al regresar me encuentras
No cuentes con mi perdón
Eso no te lo daré
Porque piedra que mucho se mueve
No crea limo
Tú no eres piedra, cariño
Piensa antes de cambiarme
Estás buscando problemas
Tú no eres piedra, cariño
Piensa antes de cambiarme
Estás buscando problemas

Pero llegó el carnaval
Y ella no desfiló
Lloré en la avenida, lloré
No pensé que la cabrocha mentía
A la que tanto amé
Pero llegó el Carnaval
Y ella no desfiló
Lloré en la avenida, lloré
No pensé que la cabrocha mentía
A la que tanto amé

Escrita por: Chico da Silva, Nilton Alecrim, Benito Di Paula, Edson da Conceição, Marcos Cavalcanti de Albuquerque, Aloísio Silva Araújo, Everaldo Calasanz