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Canto Alegretense

Berenice Azambuja

Canto Alegretense

Não me perguntes onde fica o Alegrete
Segue o rumo do teu próprio coração
Cruzarás pelas estrada algum ginete
E ouvirás toque de gaita e violão

E pra quem chega de Rosário ao fim da tarde
Ou quem vem de Uruguaiana de manhã
Tem o sol como uma brasa que ainda arde
Mergulhado no Rio Ibirapuitã

Ouve o canto gauchesco e brasileiro
Desta terra que eu amei desde guri
Flor de tuna, camoatim de mel campeiro
Pedra moura das quebradas do Inhanduy

E na hora derradeira que eu mereça
Ver o sol alegretense entardecer
Como os potros vou virar minha cabeça
Para os pagos no momento de morrer

E nos olhos vou levar o encantamento
Desta terra que eu amei com devoção
Cada verso que eu componho é um pagamento
De uma dívida de amor e gratidão.

Canto Alegretense

No me preguntes dónde queda Alegrete
Sigue el rumbo de tu propio corazón
Cruzarás por las calles algún jinete
Y escucharás el sonido de la gaita y el violín

Y para aquellos que llegan de Rosario al final de la tarde
O quienes vienen de Uruguaiana por la mañana
Tienen al sol como una brasa que aún arde
Sumergido en el Río Ibirapuitã

Escucha el canto gauchesco y brasileño
De esta tierra que amé desde pequeño
Flor de tuna, camoatim de miel campera
Piedra moura de los barrancos del Inhanduy

Y en el momento final que merezca
Ver el sol alegretense atardecer
Como los potros voltearé mi cabeza
Hacia los pagos en el momento de morir

Y en mis ojos llevaré el encantamiento
De esta tierra que amé con devoción
Cada verso que compongo es un pago
De una deuda de amor y gratitud.

Escrita por: Antonio Augusto Fagundes / Euclides Fagundes Filho