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No aprietes a Aparicio

Berenice Azambuja

Não Aperta Aparício

Essa história é de um tal de Aparício
Índio maleva e muito mal acostumado
A fazer confusão em bailes e festas mui gaúchas
Abre a cordeona companheiro

Aparício era um índio largado, morador lá da costa da serra
Malandrão, muito namorador nos fandangos lá da sua terra
Quando ia dançar vaneirão só dançava bem agarradinho
Era só na base do apertão e a mulher reclamava baixinho

Não aperta Aparício, não aperta
Não aperta Aparício, não aperta
Não aperta Aparício, não aperta
Que esta história vai ser descoberta
Se o velho meu pai está espiando
Dá peleia e dá morte na certa

Não aperta Aparício, não aperta
Não aperta Aparício, não aperta
Não aperta Aparício, não aperta
Que esta história vai ser descoberta

Não aperta, Aparício, larga a menina, rapaz

Certas horas o tal de Aparício foi dançar uma vaneira marcada
Convidou uma morena gorducha que por ele estava apaixonada
E o salão tava muito apertado era só naquele pega e puxa
Aparício dançava e pulava e apertava a morena gorducha

Não aperta Aparício, não aperta
Não aperta Aparício, não aperta
Não aperta Aparício, não aperta
Dava gosto de ver esta cena
A morena empurrava o Aparício
E o Aparício puxava a morena

Não aperta Aparício, não aperta
Não aperta Aparício, não aperta
Não aperta Aparício, não aperta
Que esta história vai ser descoberta

De repente o velhão da gorducha era um tal de Maneca Porpício
Sapateava e gritava na sala, hoje é eu que aperto o Aparício
E traçou-lhe o tatu no candieiro e o baile ficou no escuro
Só se ouvia cochichos de velhas e mulher que gritava em apuro

Aperta Aparício, aperta
Aperta Aparício, aperta
Aperta Aparício, aperta
Só se ouvia gritar ala puxa
O Porpício apertava o Aparício
E o Aparício apertava a gorducha

Não aperta Aparício, não aperta
Aperta Aparício, aperta
Não aperta Aparício, não aperta
Que esta história vai ser descoberta
Se o velho meu pai está espiando
Dá peleia e dá morte na certa

Não aperta Aparício (já parei)

No aprietes a Aparicio

Esta historia es sobre un tal Aparicio
Un indio travieso y muy malcriado
Que armaba lío en bailes y fiestas bien gauchas
Abre el acordeón compañero

Aparicio era un indio desaliñado, habitante de la costa de la sierra
Pícaro, muy mujeriego en los fandangos de su tierra
Cuando bailaba vaneirão solo lo hacía bien pegadito
Era solo a base de apretujones y la mujer se quejaba bajito

No aprietes a Aparicio, no aprietes
No aprietes a Aparicio, no aprietes
No aprietes a Aparicio, no aprietes
Que esta historia será descubierta
Si mi viejo está espiando
Habrá pelea y muerte segura

No aprietes a Aparicio, no aprietes
No aprietes a Aparicio, no aprietes
No aprietes a Aparicio, no aprietes
Que esta historia será descubierta

No aprietes, Aparicio, suelta a la chica, muchacho

En ciertas ocasiones el tal Aparicio fue a bailar una vaneira marcada
Invitó a una morena rellenita que estaba enamorada de él
Y el salón estaba muy apretado, era solo empujar y jalar
Aparicio bailaba y saltaba y apretaba a la morena rellenita

No aprietes a Aparicio, no aprietes
No aprietes a Aparicio, no aprietes
No aprietes a Aparicio, no aprietes
Era un gusto ver esta escena
La morena empujaba a Aparicio
Y Aparicio jaloneaba a la morena

No aprietes a Aparicio, no aprietes
No aprietes a Aparicio, no aprietes
No aprietes a Aparicio, no aprietes
Que esta historia será descubierta

De repente el viejote de la rellenita era un tal Maneca Porpicio
Zapateaba y gritaba en la sala, hoy soy yo quien aprieta a Aparicio
Y le marcó el tatuaje en el candil y el baile quedó a oscuras
Solo se escuchaban susurros de viejas y mujeres que gritaban angustiadas

Aprieta Aparicio, aprieta
Aprieta Aparicio, aprieta
Aprieta Aparicio, aprieta
Solo se escuchaba gritar ala jala
Porpicio apretaba a Aparicio
Y Aparicio apretaba a la rellenita

No aprietes a Aparicio, no aprietes
Aprieta Aparicio, aprieta
No aprietes a Aparicio, no aprietes
Que esta historia será descubierta
Si mi viejo está espiando
Habrá pelea y muerte segura

No aprietes a Aparicio (ya paré)

Escrita por: José Mendes