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Corcel y Perro

Bernardo Diniz

Corcel e Cão

Piso na campina
Escuto o canto do azulão
Bebo em chão de mina
Água de ribeirão

Chupo tangerina
E lima fora da estação
Vou montado em pelo
Agarrado à crina do meu alazão

Lá vou eu e ao lado meu, meu cão
Lá vou eu em meu corcel
Sempre ao léu, entre o céu e o chão

De manhã neblina
Vento frio e cerração
Cheiro de cravina
E de manjericão

E de noite a Lua me ilumina
A solidão e a saudade brilha
À luz da lamparina
A estrada do sertão

Lá vou eu e ao lado meu, meu cão
Lá vou eu em meu corcel
Sempre ao léu, entre o céu e o chão

Lá vou eu e ao lado meu, meu cão
Lá vou eu em meu corcel
Sempre ao léu, entre o céu e o chão

Lá vou eu e ao lado meu, meu cão
Lá vou eu em meu corcel
Sempre ao léu, entre o céu e o chão

Corcel y Perro

Piso en la pradera
Escucho el canto del azulejo
Bebo en el suelo de la mina
Agua del arroyo

Chupo mandarina
Y limón fuera de temporada
Voy montado a pelo
Agarrado a la crin de mi corcel

Allá voy yo y a mi lado, mi perro
Allá voy yo en mi corcel
Siempre a la deriva, entre el cielo y el suelo

Por la mañana, neblina
Viento frío y cerrazón
Olor a clavel
Y a albahaca

Y por la noche la Luna me ilumina
La soledad y la añoranza brillan
A la luz de la lámpara
El camino del sertón

Allá voy yo y a mi lado, mi perro
Allá voy yo en mi corcel
Siempre a la deriva, entre el cielo y el suelo

Allá voy yo y a mi lado, mi perro
Allá voy yo en mi corcel
Siempre a la deriva, entre el cielo y el suelo

Allá voy yo y a mi lado, mi perro
Allá voy yo en mi corcel
Siempre a la deriva, entre el cielo y el suelo

Escrita por: Bernardo Diniz / Paulo César Pinheiro