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Água e Asas

Bernardo Sena

A rolinha pousa e me olha no chão
O vento convida, me estende a mão
Eu lembro que um dia segurei demais
Mas hoje é o voo que me traz a paz

E o céu se abre quando largo o peso
E a vida floresce no meu próprio jeito
E o céu se abre quando largo o peso
E a vida floresce no meu próprio jeito

A água que cai penetra devagar
O chão agradece, começa a brotar
Eu deixo a raiz beber sem medir
E sinto no corpo vontade de rir

E a terra suspira no abraço lento
E meu peito guarda o calor do momento
E a terra suspira no abraço lento
E meu peito guarda o calor do momento

Meu corpo lembrava do medo antigo
De que a paz fosse só um perigo
Agora é o abrigo que quero morar
E nada preciso para me provar

E o tempo me ensina que o amor é inteiro
E que ser eu mesmo é o maior canteiro
E o tempo me ensina que o amor é inteiro
E que ser eu mesmo é o maior canteiro

E o céu se abre quando largo o peso
E a vida floresce no meu próprio jeito
E a terra suspira no abraço lento
E meu peito guarda o calor do momento
E o tempo me ensina que o amor é inteiro
E que ser eu mesmo é o maior canteiro

Escrita por: Bernardo Nobre Soares de Sena